Pronto
O sexto minuto era o mais demorado
Escrevi doze vezes e apaguei
O tempo tinha voltado
e eu não sabia lidar
Aquela menina nasceu outro dia
Quando foi o pôr do sol?
E a fogueira, a cantoria
as estrelas, as maçãs?
Eu já não fazia ideia
da sequência das coisas
Vivia sem tempo
sem ter que marcar
E não me atrasei
nem perdi compromisso
Não me apressei
nem pensei amanhã
Eu me pergunto se os celulares
ou no mínimo os relógios —
que o tempo mora nos relógios;
a gente é que é besta de olhar